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Relâmpagos ou coriscos.

junho 3rd, 2008

Relâmpagos ou coriscos.


Denominam-se popularmente trovoadas, as tempestades causadas por nuvens tipo “Cúmulos/nimbos”. Estas nuvens que podem atingir altitudes de até 15.000 metros acumulam vários tipos de energia. Dentro delas, podem existir ventos de até 300 quilômetros por hora em direções opostas, podem conter água em suas diversas formas, como forma liquida; vapor e gelo e podem conter e acumular energia elétrica com polaridades diferentes. Como estas nuvens, têm normalmente um teto baixo, isto é a parte inferior está relativamente perto do solo, e a parte superior pode estar a milhares de metros de distância, para cima, pode tanto haver diferença de polaridade como diferença de potencial entre estas polaridades. Se houver esta situação, estes potenciais se equilibram dentro da própria nuvem. Este equilíbrio se dá saltando uma centelha elétrica de uma parte da nuvem para baixo ou para cima geralmente.

Esta descarga de equilíbrio dentro da própria nuvem é a mais comum. Pode haver uma descarga também de uma nuvem para outra, de uma nuvem para o ar se este estiver carregado de energia oposta à carga da nuvem e finalmente pode haver uma descarga para terra. Felizmente para nós seres humanos e também os animais e árvores que podem ser as vítimas deste fenômeno natural, as descargas para terra, são as mais raras e em tempo de trovoada ocorrem mais ou menos com uma freqüência de 20% de todas as outras ouvidas e observadas.

Uma destas descargas de equilíbrio potencial aquece instantaneamente, o ar por onde passam. Este aquecimento pode ser na ordem de 30.000ºC, o que pode ser até cinco vezes a temperatura na superfície do Sol. Este aquecimento extremo e instantâneo causa uma explosão em volta da passagem da centelha de um raio, evaporando a água, desintegrando moléculas, movendo o ar em velocidade supersônica, e causando com isto o enorme ruído que se ouve no momento de uma descarga atmosférica. Esta onda de choque é o que se denomina o trovão. E este trovão é o que deu nome a estas tempestades, a trovoada.

A parte visível da descarga atmosférica, esta enorme centelha de cor azulada que se mostra quando uma descarga salta de uma nuvem à outra ou de uma nuvem parta terra, é o relâmpago ou o corisco.

O relâmpago se mostra instantaneamente durante uma descarga, em quanto que o trovão às vezes demora um pouco mais para se ouvir depois da descarga. Isto se deve por causa da diferença de velocidade entre a luz (da descarga) e o som (também da descarga).

Velocidade da luz = 300.000km/segundo

Velocidade do som = 330m por segundo

O relâmpago, ou seja, o que visualizamos da descarga chega aos nossos olhos a trezentos mil quilômetros por segundo, ou instantaneamente, enquanto que o trovão, ou seja o que ouvimos da descarga navega até os nossos ouvidos a 330 metros por segundo (01 quilômetro em três segundos). E é por esta razão que o som da trovoada chega depois que vemos o relâmpago.

Esta diferença de velocidade nos permite calcular a distância em que ocorreu a descarga. Para isto, necessitamos de um cronômetro e no momento em que avistarmos uma descarga elétrica na atmosfera ou na terra, começamos há medir o tempo até a chegada do trovão. Sabemos que em cada três segundos este som trafega um quilômetro. Se por exemplo o tempo entre o momento em que vimos o relâmpago e o tempo em que ouvimos o som do trovão se passou 15 segundos, esta descarga ocorreu a cinco quilômetros de distância.

A média geral de incidências de descargas em uma trovoada é de três ou quatro descargas por minuto.

Em uma tempestade destas de uma duração de 30 minutos, a média de raios que chegam à terra é de cinco a seis raios se durar uma hora provavelmente vão atingir a terra de 10 a 12 raios.

É assim que se calcula o “Índice Ceraunico”.

Mas isto virá em outro artigo……

O Varistor.

junho 2nd, 2008

O Varistor.

Um dos componentes mais usados pelos protetores de surtos transientes é o varistor.

Entre as pessoas do ramo de instalação de proteção elétrica, fala-se muito sobre o uso destes componentes, sem que necessariamente se saiba exatamente o que seja isto.

Um varistor ou VDR (do inglês Voltage Dependent Resistor) é um componente eletrônico cujo valor de resistência elétrica é uma função da tensão aplicada nos seus terminais. Isto é, à medida que a diferença de potencial sobre o varistor aumenta, sua resistência diminui.

Os VDRs são geralmente utilizados como elemento de proteção contra transientes de tensão em circuitos, tal como em filtros de linha. Assim eles montados em paralelo ao circuito que se deseja proteger, por apresentarem uma característica de “limitador de tensão”, impedindo que surtos de pequena duração cheguem ao circuito, e no caso de picos de tensão de maior duração, a alta corrente que circula pelo dispositivo faz com que o dispositivo de proteção (disjuntor ou fusível), desarme, desconectando o circuito da fonte de alimentação.

A primeira publicação sobre materiais varistores data de 1957, quando Kh. S. Valee e M. D. Mashkovich descobriram que o sistema binário ZnO-TiO2 possuía propriedades não ôhmicas. Outros estudos em sistemas binários ZnO-Bi2O3 e ZnO-Al2O3 realizados por M.S. Kosman e colaboradores (1961) e S. Ivamov e colaboradores (1963) respectivamente, também mostraram que esses sistemas poderiam ser utilizados como varistores.

Em 1971, Matsuoka e colaboradores, fizeram varistores cerâmicos multicomponentes com propriedades muito melhores que aquelas obtidas para sistemas binários. A não linearidade nas características corrente-tensão para esse sistema foi de a=50. Um típico sistema com essas propriedades é 97%ZnO-1%Sb2O3-0,5%MnO-0,5%CoO-0,5%Cr2O3, sendo essas porcentagens molares.

Atualmente, uma ampla variedade de composições são utilizadas para a obtenção de varistores. Os varistores comercialmente mais usados ainda são a base de óxido de zinco (ZnO), mas varistores de dióxido de estanho (SnO2) e dióxido de titânio (TiO2) possuem um grande potencial tecnológico que ainda não foi utilizado. É exatamente esse o objetivo das pesquisas que estão sendo realizadas no CMDMC-LIEC, que visam aperfeiçoar as propriedades dos varistores a base de SnO2, para utilização em altas tensões, a base de (Sn,Ti)O2 e TiO2 para utilização em baixas tensões, para que esses dispositivos possam em um futuro bem próximo substituir os varistores a base de ZnO.

A relação tensão-corrente de um varistor pode ser dada aproximadamente pela seguinte equação empírica:

V = C I^\beta \!\

Onde

V é a tensão aplicada nos terminais do varistor,

I é a corrente que circula pelo componente,

C (resistência não-ôhmica) e β (coeficiente de não-linearidade) são constantes características do componente.

Dessa relação, nota-se que quanto maior o valor de β, maior será a sua sensibilidade a variação de tensão.

Bem, isto é o Varistor.

Um varistor de alta tensão